terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mudança de Planos


Vi uma porta se fechar;
Mas havia um portão escancarado bem ao lado.
Não eram os mesmos moradores,
Mas eram igualmente hospitaleiros.
Meus planos e endereço mudaram,
Mas meu destino e direção não,
Continuam os mesmos... em Deus.


                  Faz pouco tempo, Deus me fez compreender melhor um afirmação que tenho guardado de maneira especial durante a pequena jornada de minha vida. Ela está em Isaías 49:23 -> “Então você saberá que eu sou o Senhor; aqueles que esperam em mim não ficarão decepcionados”.
                  Desde a primeira vez que li essa frase, pensei que a ideia dela fosse que, no fim, Deus faria aquilo que eu desejava e assim eu não ficaria decepcionada. Mas nesses dias o Senhor me levou a entender que eu não ficarei decepcionada, não por que receberei exatamente aquilo que queria, mas porque a Sua vontade para mim, seja ela o que eu esperava ou não, é boa, perfeita e agradável e, por fim, não me deixará decepcionada.
                  Às vezes oramos e esperamos que algo aconteça de determinada forma em determinado momento. Sabemos que nem sempre isso acontece, mas temos uma esperança: qualquer que seja a vontade do Pai para nós, ela não nos decepcionará.
                  Crer nessa palavra tem exigido de mim uma confiança em Deus que eu desconhecia; é como se eu estivesse vendada, sendo guiada por sua voz ou por suas mãos. Não tem sido fácil; mas nos momentos em que decido confiar “cegamente”, desfruto de um descanso, uma paz e uma alegria inigualáveis. Eu não sei explicar. Mas tenho gostado, e muito, pois assim não preciso mais me preocupar quanto ao futuro.
                  Ler a Bíblia, principalmente Isaías e os outros profetas maiores, tem tornado esse processo de confiança bem mais fácil. A verdade da Palavra nos revela que não há uma confiança cega, pois a Palavra descreve quem Deus é e tudo o que Ele já fez, pode fazer e fará. Logo, a partir do momento que tenho motivos para confiar em uma pessoa, essa confiança deixa de ser cega, certo?!
                  Meu desejo é que avancemos em buscar, conhecer e, consequentemente, confiar no Senhor, em Sua soberania e seus planos para nós. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Timóteo, eu e... você?


                   Para mim, o começo de um novo ano é como “a luz da manhã quando sai o sol numa manhã sem nuvens”. É como se toda a beleza do mundo tivesse contida ali e como se nada mais precisasse ser alcançado; é como se a vida estivesse garantida, resolvida. Mas ao mesmo tempo, quando chega a lembrança de tudo aquilo pelo qual ainda preciso lutar, há uma imensurável sensação de vitória ou de despreocupação quanto ao futuro. Há um sentimento que costumo chamar de paz!
                  Talvez essa paz se deva pela simbologia dessa imagem. A Palavra diz que “haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus. E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando pelo seu resplendor e pela chuva a erva brota da terra” (2 Samuel 23:3-4). Em Apocalipse diz ainda: “Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (22:16).
                  Ao vermos o próprio Senhor se levantar, não podemos imaginar nada mais majestoso do que isso, mais admirável. Depois de vivermos as densas trevas da noite, de repente, surge a luz, despertando consigo nossa esperança.
                  Minha esperança por certo tem sido despertada nestes dias quando a minha frente acumulam-se os desafios e as situações incertas; além dos novos planos, tarefas e sonhos para serem vividos.
                  Buscando um versículo que pudesse me guiar e me inspirar durante este novo ano, me deparei diante destes aqui: “De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Timóteo 2:21-22).
                  Sinto o Senhor despertando de novo em mim um profundo e sincero desejo de ser sim um vaso para a Sua honra, separado e apto, preparado para os Seus propósitos. Vejo também o despertar por fugir de tudo aquilo que me ilude, me prende, toma o meu tempo e não me preenche; tudo aquilo que não influi nem contribui, mas eu insisto em correr atrás quando deveria fugir.
                  Neste ano quero mudar de foco, quero seguir a justiça (viver as Suas leis), a fé (tendo uma convicção inabalável na incondicional fidelidade do Senhor), o amor (sendo devota a Ele), e a paz (com humildade e paciência, alcançar a unidade) com aqueles que o Senhor tem colocado ao meu redor com esse mesmo desejo em seus corações, um desejo puro, inspirado por Deus, de invocá-Lo enquanto Ele pode ser achado (Is. 55:6).
                  É, no entanto, importante lembrar que além dos animadores raios solares, é necessário que a chuva também desça para que a vida possa brotar. As esperanças se renovam, mas temos que ter em mente que as lutas virão, por vezes o tempo fechará a nossa frente; todavia tenhamos em mente que isso faz parte do processo que dará vida ao Seu propósito para nós. Perseveremos!
                  Meu desejo é que o Sol da justiça nasça novo em nossas vidas nestes dias primordiais, trazendo esperanças renovadas e um desejo sincero de buscar ao Pai como nunca antes. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Descansando Junto às Águas

             Nos últimos dias estava experimentando uma inquietação tão grande na minha alma e mente que já não sabia direito o que fazer para resolver. A ansiedade, a preocupação e o medo me cercavam, rugindo ao meu redor. Foi quando tive a oportunidade (um maravilhoso presente do Pai, na verdade) de ir para um acamp em São Paulo (Destinos – Isso não é uma propaganda, tá?! rs...) onde fui profundamente ministrada pelo Pai.
            As palavras eram sobre um tema do qual tenho ouvido falar muito ultimamente, mas mesmo assim elas adentraram meu espírito dando a ele renovo e refrigério. Durante algumas delas, o Pai me entregou um pequeno poema que compartilho agora com vocês.

Em Verdes Pastos

Deixo o que para trás ficou
E avanço para o alvo
Pois as coisas velhas já passaram
Tudo se fez novo

Entrego meus medos
Pois Ele tem cuidado de mim
Me leva às águas tranquilas
E em verdes pastos me faz descansar

Basta a cada dia o seu mal
Sem pressão, nem ansiedade
Só Sua graça me basta
Deus me deu uma nova chance
Minha vida começa hoje

             O mais lindo é que o local do acampamento era uma chácara com grama verdinha e um lago; e no último dia deitei na grama e me deixei receber Seu descanso. Até então não havia visto a conexão entre o poema e esta minha experiência, mas, quando me dei conta, sorri por causa da fidelidade do Senhor (o tema sobre o qual mais escrevo provavelmente =D). 
         Hoje, meditando, vi Jesus levando Seus discípulos a viver a mesma coisa que vivi no sábado passado. “Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: "Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco". (...) Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde” (Marcos 6:31 e 39).
            Lembrando-me do Salmo 23 (uma das fontes do poema acima) e lendo agora essa passagem, vejo o quanto o Senhor se importa em nos dar descanso (mas quantas vezes eu o tenho recusado...). E que belos lugares Ele escolhe para isso, não?! Rs.
             Te vejo junto às águas!...